Não sou nem pretendo ser um crítico musical, mas a última ida ao Planeta Terra Festival 2011 em São Paulo me mostraram algumas boas situações no cenário musical e, especialmente, indie. Detesto rótulos, tento não me prender a eles, mas nem sempre é possível. Apesar de ser um festival com a marca de alternativo havia bandas como Nação Zumbi, um rapper – Criolo e Beady Eye; esta última, distante uns sete mil anos luz de ser indie, pós-punk ou algo assim. Pra falar um pouco sobre o show escrevo algumas linhas sobre as bandas. Serão três partes: 1-melhor show, 2 – banda favorita e 3 – revelação.
Fui a São Paulo para ver Beady Eye, banda britânica formada pela metade mais punk dos irmãos Gallagher – leia-se Liam – e os ex-integrantes do antigo Oasis. Saí de lá com The Strokes na cabeça. Paguei ingresso para ver, especialmente, as duas, mas o show dos norte-americanos foi o famoso soco no estômago. Já em seu terceiro CD a banda chegou a um estágio capaz de povoar o setlist do show com músicas cantadas por quase todos os integrantes de uma plateia. Não ouso dizer que essas músicas são clássicas, mas em um mundo em que novas bandas pululam do sucesso ao anonimanto na velocidade de um download, eles têm quase 80% de suas músicas conhecidas e cantadas. Isso se deve, claro, ao público que frequentou o show.
A grande marca dos Strokes é a fidelidade com que as músicas são tocadas nos shows. A execução de The Modern Age, Hard To Explain, Macchu Picchu e Last Nite foi absolutamente fiel ao que se encontra nos CDs. Positivo? Acho que sim, uma vez que, normalmente, não se vê muitas das bandas mantendo boa sonoridade no palco ou em gravações. Há aquelas que se destacam em uma ou outra forma, mas normalmente são pouco lineares nos dois campos. Seja nos vocais debochados de Julian Casablancas ou nos riffs de guitarra de Albert Hammond Jr, a banda chega a um nível de execução ótimo. O show tem o equilíbrio certo entre hits e algumas poucas músicas menos agitadas, com cara de balada como a ótima Under Control.
Bom, por essas e outras é que recomendo tanto os álbuns quanto os shows deles. Vale, e muito, conferir.
Aqui, uma “palhinha”:
Publicado em 09/11/2011
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